O problema não era a aparência do app. Era a distância entre intenção de compra e contato com produto — 4 a 5 toques numa lista textual, num app que compete por posicionamento premium.
A Fast Shop tem uma experiência visualmente refinada e consistente com seu posicionamento premium, mas a tab de categorias criava uma ruptura na jornada de descoberta. Em vez de aproximar o usuário dos produtos, ela funcionava como uma lista textual profunda — sem ícones, sem imagens, sem agrupamentos visuais, com múltiplas camadas de subcategorias antes da listagem.
O resultado: o usuário precisava interpretar a arquitetura da informação antes de começar a comprar. Num app de varejo, isso transforma uma área que deveria estimular descoberta num ponto de fricção.
O dado mais direto do estudo: todos os concorrentes chegam ao produto em 2–3 toques. Apple Store com editorial "Today", Magalu com chips horizontais no home, Mercado Livre com grid visual de ícones. Nenhum concorrente brasileiro combina os três — essa é a janela de oportunidade.
Duas hipóteses guiaram o olhar durante a pesquisa e o benchmarking. Ambas foram reforçadas pelo diagnóstico heurístico, mas ainda dependeriam de teste com usuários ou dados reais de produto para validação conclusiva.
O redesign não parte do zero — a base estética e funcional já é sólida. O trabalho foi reorganizar a navegação por categorias em três níveis: entrada, descoberta e refinamento. Em vez de obrigar o usuário a atravessar camadas de subcategoria, a nova estrutura antecipa produtos, marcas e caminhos de compra.
Cada métrica está rastreada a um achado específico e a uma decisão de design concreta — não são estimativas genéricas, são consequências diretas das mudanças propostas. A validação real viria de um teste de usabilidade comparando o fluxo atual e o redesenhado.